Para
compreender essa analogia, precisamos saber o quê são ciborgue: Um Ciborgue é
um organismo cibernético, isto é, um organismo dotado de
partes orgânicas e cibernéticas, geralmente com a finalidade de melhorar
suas capacidades utilizando tecnologia artificial.
De
acordo com algumas definições do termo, a ligação entre física metafísica da humanidade com
a tecnologia já está nos tornando ciborgues, se atendermos à sua definição
estrita.
Por exemplo, uma pessoa que tenha implantado marca-passos poderia ser considerado um ciborgue,
visto que seria incapaz de sobreviver sem esse componente mecânico. Alguns
teóricos citam as lentes de contato, aparelhos auditivos ou lentes
intraoculares como exemplos
de seres humanos utilizando componentes artificiais para melhorar seu desempenho
biológico.
Entretanto, estas modificações não seriam mais
"cibernéticas" do que uma pá usada na lavoura ou uma lança utilizada na caça. Os implantes cocleares, que combinam uma modificação mecânica com algum tipo de
resposta do organismo, seria uma boa representação de um ciborgue.
Na Medicina,
há dois importantes e diferentes tipos de ciborgues: o restaurador e o
realçado.
As
tecnologias restaurativas têm como finalidade "recuperar órgãos e membros
que perderam ou tiveram suas funções abaladas". (Gray, 1995). O
aspecto chave deste restauro fisiológico é a reparação de processos
comprometidos ou faltantes para um nível saudável ou médio de desempenho. O
tratamento não restabelece as faculdades originais de processos que foram
lesados.
Por
sua vez, o ciborgue realçado segue um princípio, que é o princípio do
desempenho excelente: maximizando a "saída" (informações ou
modificações obtidas) e minimizando a "entrada" (a energia necessária
para o processo)(Lyotard , 1984). Assim, o ciborgue realçado pretende
exceder processos normais ou até mesmo ganhar novas funções.
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